A Corrida nº 4 do desafio 52@52 está oficialmente concluída, e esta foi uma aventura totalmente “saindo de casa” – metade planejamento, metade improviso e 100% prova de que musculação e alongamento estão virando meus melhores amigos.
Rota saindo de casa
Para esta corrida, em vez de dirigir até algum lugar especial, o plano foi simples: sair de casa e costurar 21,1 km de ruas tranquilas e cantinhos bonitos usando o RunGo, o app de planejamento de rotas que permite criar percursos personalizados com navegação curva a curva. A ideia original era misturar bairros silenciosos com trechos verdes, mas no meio do caminho encontrei um atalho mais interessante por baixo da rodovia e decidi ignorar o roteiro para ficar mais perto da Penitencia Creek Trail, um parque linear em grande parte pavimentado que acompanha o córrego atravessando bairros de San José até a parte leste do vale.

Clima de ‘Penitencia Creek Trail’
Seguir a ‘Penitencia Creek’ acabou sendo um dos destaques do dia, com uma combinação de vistas urbanas, trechos ao lado do córrego e áreas de parque que transformaram o plano de “apenas correr saindo de casa” em uma pequena escapada cidade‑natureza. A trilha faz parte de uma rede maior na região e é conhecida como um corredor verde linear que passa por áreas como o Penitencia Creek Gardens e o Penitencia Creek Park, garantindo pausas paisagísticas muito bem‑vindas ali pelo meio da distância de meia maratona.
Corrida solo e audiobook – ótima mistura
Diferente de algumas das corridas anteriores deste desafio, desta vez não teve parceiro de corrida nem vídeo de ação – só uma corrida solo, uma linha de GPS e bastante tempo para curtir o percurso. Para manter a mente ocupada enquanto as pernas trabalhavam, passei boa parte do tempo ouvindo o audiobook de NOS4A2, do Joe Hill (filho do Stephen King), uma história de terror sombria e criativa, com uma narrativa cronológica bem misturada e interessante. Quando corro sozinho, audiobooks assim viraram o truque perfeito para não ficar ansioso com a distância que falta: em vez de contar quilômetros, eu só acompanho capítulos e cenas até que, de repente, o relógio avisa “meia maratona concluída”.
Alongamentos – não tenho mais 20 anos
A grande boa notícia: aquela dor chata na perna das corridas nº 2 e nº 3 não apareceu com força total desta vez. Por volta do quilômetro 18, surgiu só uma leve sensação no velho ponto problemático, mais um “lembra de mim?” do que dor de verdade, e a partir daí os semáforos viraram pausas oficiais de alongamento, com alguns movimentos extras para manter tudo no lugar – de repente, o sinal vermelho nem parecia tão ruim assim. A adição recente de novos exercícios de força na academia provavelmente é parte do motivo dessa melhora, e a mensagem daqui pra frente é clara: continuar fazendo os exercícios, caprichar ainda mais nos alongamentos e aceitar que o corpo agora exige um pouco mais de manutenção do que na fase “ainda sou criança”.
Registro e estatísticas
Para quem gosta de mergulhar em mapas e números, todo o registro da Corrida nº 4 está disponível nos suspeitos de sempre: o Garmin Connect mostra os detalhes de distância, ritmo e parciais; o Komoot exibe a rota em um formato mais “aventura”; e o Strava traz a camada social, pronta para receber kudos. Os três registram essa meia maratona nº 4, saindo de casa, acompanhando o córrego e movida a audiobook, dentro da jornada 52@52.

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