A meia maratona #17 do desafio 52@52 teve um sabor especial: aconteceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, a minha cidade natal. Dessa vez eu não estava descobrindo um lugar novo como em Paris; eu estava redescobrindo um cenário cheio de memórias, correndo ao redor da Lagoa da Pampulha, na região norte de BH, bem perto da Universidade Federal de Minas Gerais, onde fiz minha graduação em Engenharia.
Correndo na Lagoa da Pampulha com a Paula
Um dos grandes destaques dessa corrida foi ter a companhia da minha esposa, Paula, que foi ao meu lado de bicicleta durante todo o percurso. Ela alugou a bicicleta ali mesmo na Lagoa da Pampulha, onde existem vários pontos de aluguel, alguns deles integrados a bares e restaurantes à beira da lagoa. Além de fazer companhia, a Paula registrou vários trechos em vídeo, que depois ela editou em um vídeo super legal desse dia, tornando o momento ainda mais especial.
Clima Perfeito e Cenário Lindo
Apesar de ainda ser verão, o clima estava ótimo para correr, sem aquele calor extremo que costuma atrapalhar o rendimento. Pegamos um dia muito bonito, com algumas nuvens no céu, mas predominando um azul intenso, que deixava a paisagem da lagoa ainda mais agradável. Foi aquele tipo de dia em que o visual e a temperatura parecem conspirar a favor da corrida, ajudando a manter o ânimo alto do começo ao fim.








Fechando os 21,1 km no Parque Ecológico
A volta completa na Lagoa da Pampulha tem cerca de 18 km, então precisei adicionar alguns quilômetros para fechar a distância oficial da meia maratona. Isso foi fácil de resolver correndo dentro do Parque Ecológico da Pampulha, que tem uma história bem interessante: ele foi construído a partir de um aterro dentro da lagoa, usando a terra que o governo retirava de lá para evitar o assoreamento, resultado de sedimentos trazidos pelas enxurradas das chuvas fortes. Quando eu era criança, lembro de passar de carro ao redor da lagoa e ver as dragas retirando terra de dentro da água, um trabalho que, com o tempo, acabou dando origem à área onde hoje existe o parque. É um processo semelhante ao que aconteceu com o Parc Jean-Drapeau, em Montreal, Quebec, no Canadá. No fim da corrida, consegui completar os 21,1 km exatamente no mesmo ponto onde havia começado, em frente ao local onde a Paula alugou a bicicleta. E, para fechar o evento com chave de ouro, brindamos o feito com uma água de coco bem gelada. Wow!

Sons da Cidade e Audiobook
Durante a volta, ouvi um pouco do audiobook “Project Hail Mary”, do Andy Weir, mas não por muito tempo. Em boa parte do percurso eu preferi tirar os fones e simplesmente ouvir os sons da cidade ao redor: o movimento dos carros, o barulho da água, as pessoas caminhando, as bicicletas passando e a vida acontecendo em torno da lagoa. Para uma corrida em casa, esse contato com o ambiente fez tanta diferença quanto qualquer trilha sonora.

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