A meia maratona #18 do desafio 52@52 foi outra corrida muito especial, desta vez nas praias de Maragogi, no estado de Alagoas, Brasil. Maragogi é uma das regiões de praia mais bonitas que já vi, famosa pelas piscinas naturais de águas cristalinas, que renderam à região o apelido de “Caribe Brasileiro”. De lá, é possível visitar as piscinas naturais de Maragogi de barco e também o “Caminho de Moisés” – um incrível banco de areia raso que avança mar adentro, permitindo que as pessoas caminhem em direção ao oceano durante a maré baixa. É um lugar realmente mágico, mas ao mesmo tempo bem cheio de turistas, barcos, barracas de comida e bebida (muitas com música alta), além de vários pontos “instagramáveis”, com redes e estruturas de madeira em formato de coração para fotos, que você pode usar desde que pague a taxa para o pessoal que montou tudo ali naquele dia.
Veja: https://www.nextstopbrazil.com/destinations/maragogi, https://transferrecifemaragogipe.com.br/sem-categoria/maragogi-caminho-de-moises/, https://guia.melhoresdestinos.com.br/caminho-de-moises-em-maragogi.html.

Rota Entre o Resort e a Praia Principal
Eu estava hospedado em um resort um pouco ao sul do trecho mais famoso da praia de Maragogi, então comecei a corrida ali mesmo. Do resort, segui correndo pela areia em direção ao norte até chegar à parte mais movimentada da praia e, lá, fiz vários loops: alguns na própria areia da praia e outros pelas ruas próximas, antes de voltar para o hotel novamente correndo pela areia. Foi uma rota incrivelmente bonita, com o mar de um lado, coqueiros e estrutura de praia do outro, e aquele tom de azul quase inacreditável me acompanhando praticamente o tempo todo.
Calor, Hidratação e Água de Coco
Mesmo com a brisa vinda do mar, o calor durante a corrida era intenso. O sol refletindo na areia e na água deixava tudo ainda mais quente, e eu precisei parar três vezes para me reidratar e esfriar um pouco o corpo. Em determinado momento, a água no reservatório da minha mochila de hidratação já estava tão quente que deixava de ser refrescante e praticamente não ajudava mais. A parte boa é que em Maragogi você encontra água de coco bem gelada direto no coco fresco nas barracas da praia, por um preço ótimo – geralmente alguns poucos reais, muitas vezes bem abaixo de R$ 10, dependendo do lugar. Naquele dia, paguei apenas R$ 4 em cada coco, o que é extremamente barato para uma bebida tão refrescante. A água de coco, além de deliciosa e gelada, é rica em sais minerais naturais, perfeita para repor o que o corpo perde com o calor. Até gravei um vídeo curto na minha última parada em uma dessas barracas, tentando registrar essa combinação perfeita: pernas cansadas, sol forte e um coco bem gelado nas mãos.
Conversa na Barraca de Coco e o Audiobook
Durante essa corrida eu estava novamente ouvindo o audiobook “Project Hail Mary”, do Andy Weir, tentando avançar na história para conseguir terminar o livro antes de assistir ao filme no cinema. Depois da primeira parada para tomar água de coco, eu até pausei o áudio para conversar com o rapaz que estava vendendo os cocos, porque ele comentou que também costumava correr, mas parou por causa de uma dor na lombar. Como eu também já lidei com dor lombar no passado, me senti quase na obrigação de compartilhar um pouco da minha experiência: disse a ele que mais importante do que apenas ir ao fisioterapeuta (como ele estava planejando) ou ao quiroprata é realmente fazer, em casa, os exercícios que esses profissionais passarem (assumindo que sejam bons profissionais) e manter essa rotina com regularidade, não só quando a dor aparece. Também expliquei que, no meu caso específico (o que não significa que seja igual para todo mundo), minha dor nas costas tende a piorar se eu fico longos períodos sem correr, e que ela nunca me incomoda enquanto estou correndo, mesmo em dias em que dói para sentar ou deitar. Foi uma conversa rápida, mas daquelas em que a corrida cria uma conexão entre dois desconhecidos que lidam com desafios parecidos.
Quando a Areia Começa a Doer
Toda essa beleza, porém, veio com um custo físico. Correr tanto tempo na areia colocou uma carga extra nas pernas, e minha perna esquerda doeu em boa parte do percurso, apesar de não ter incomodado nada nas duas corridas anteriores. A dor não estragou a experiência, mas foi um lembrete claro de que correr na praia exige um tipo de esforço diferente e que meu corpo ainda precisa se adaptar melhor a esses terrenos variados à medida que o desafio 52@52 continua.

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