A corrida #19 do meu desafio 52@52 aconteceu em Aracaju, capital de Sergipe, nas belas praias de Atalaia e Cinelândia. Eu e minha esposa dividimos essa meia maratona em três partes: um treino longo bem cedo na orla, uma corrida de 5 km em apoio à preservação do peixe-boi-marinho e, por fim, um trecho extra para completar os 21,1 km.
Parte 1 – Nascer do Sol na Avenida Santos Dumont
Começamos às 5h da manhã a partir do apartamento do Airbnb onde estávamos hospedados, a cerca de 500 metros da praia, com a minha esposa em uma bicicleta alugada ao meu lado. Os primeiros 10 km foram pela Avenida Santos Dumont, principal avenida da orla de Atalaia. Várias vezes por semana, parte dessa avenida é fechada para carros e transformada em “Área de Proteção ao Ciclista e Corredor (APCC)”, oferecendo um espaço amplo e seguro para corredores, caminhantes e ciclistas, além das calçadas e ciclovias que já existem ali. Eu adorei essa iniciativa, e claramente não sou o único — às 5h a avenida já estava cheia de gente aproveitando as temperaturas mais agradáveis e a oportunidade de começar o dia vendo o sol nascer no mar.
Para deixar tudo ainda mais motivador, todos os sábados fotógrafos esportivos independentes registram corredores e ciclistas e depois enviam as fotos para plataformas especializadas, onde você pode procurar e comprar suas imagens. No dia 14 de março, as fotos daquela manhã foram publicadas no site da Foco Radical, no evento “Treino Foco na Orla de Atalaia”.





Videos 3D para você mudar o ângulo da camera como quiser:
Parte 2 – 1ª Corrida do Peixe-Boi
Às 6h30, nós nos alinhamos para a 1ª “Corrida do Peixe-Boi”, uma prova de 5 km com largada na Praia da Cinelândia. Minha esposa deixou a bicicleta na largada e também correu os 5 km. O evento foi organizado pela Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA), com apoio da Prefeitura de Aracaju e do Shopping Jardins, para arrecadar fundos e divulgar a importância da conservação do peixe-boi-marinho, uma espécie ameaçada, com população estimada em cerca de 1.000 indivíduos ao longo da costa brasileira.
Um desses peixes-bois, chamado Astro, é visitante frequente das praias da região de Aracaju e infelizmente sofreu um acidente grave em fevereiro, quando foi atingido por uma embarcação motorizada e a hélice causou vários cortes profundos em seu corpo. A FMA lançou a campanha #JuntosPorAstro para ajudar a custear o tratamento e chamar a atenção para a necessidade de melhor proteção desses animais. O percurso da corrida, na areia mais firme da Praia da Cinelândia, foi muito bem organizado, com vários pontos de hidratação, suporte médico e uma logística redonda do início ao fim.
Parte 3 – Lanchinho, Suco e Fechando os 21,1 km
Depois de cruzar a linha de chegada, fizemos uma pausa mais que merecida para alguns lanchinhos, água e um suco natural de goiaba delicioso, antes de seguir adiante. Reabastecidos, minha esposa voltou para a bicicleta e seguimos pela orla para acrescentar mais alguns quilômetros, até eu completar os 21,1 km do dia. Esse formato de corrida–prova–corrida acabou sendo uma forma fantástica de aproveitar tanto a praia de Atalaia quanto a de Cinelândia, e ainda contribuir com uma causa importante.
Condição do Corpo e Correndo “Desplugado”
Para essa corrida eu decidi não ouvir audiobook nem música de propósito, justamente para absorver ao máximo o ambiente — o som das ondas, o movimento da orla de manhã cedo e a energia da prova. Minhas pernas já estavam incomodando desde o começo, porque não se recuperaram totalmente ao longo da semana depois da corrida puxada na areia em Maragogi, provavelmente também por causa das caminhadas longas na praia que eu e minha esposa fizemos todas as manhãs em Aracaju. A boa notícia é que o desconforto não piorou durante a corrida, o que foi um grande alívio, já que eu estava um pouco preocupado antes de largar. Com uma semana mais tranquila e um pouco mais de descanso, estou confiante de que as pernas vão estar prontas para a próxima meia maratona.
Apoio ao #JuntosPorAstro e Fechando o Ciclo “Fora dos EUA”
Esta meia maratona em Aracaju foi muito mais do que apenas mais um treino; foi uma forma de conectar o meu desafio 52@52 com uma causa ambiental local que realmente importa. Correr à beira-mar enquanto contribuo para a preservação do peixe-boi-marinho — e especialmente do Astro — tornou esse dia inesquecível. Com essa corrida, também fecho o ciclo de provas fora dos Estados Unidos neste desafio, já que em breve volto para casa. Os próximos posts vão ter uma cara um pouco mais “normal” de novo, mas essa etapa brasileira do projeto vai sempre ocupar um lugar especial na minha memória.

Leave a Reply