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Run #33 – Quilômetros fortes com apoio da família

Uma corrida surpreendentemente boa, com a Paula e a Laura nas bikes, pernas soltas no plano e aquela energia especial de pai orgulhoso.

A corrida #33 já era especial antes mesmo de eu apertar o relógio. Eu tinha a Paula e a Laura me acompanhando de bicicleta, algo raro e muito valioso, ainda mais porque a Laura estava na cidade pouco antes da viagem de férias dela, logo depois de se formar em Electrical and Computer Engineering. Ter as duas ali transformou essa saída em algo maior do que apenas mais um treino do 52@52; virou quase uma pequena celebração em família, em movimento. O percurso foi em trechos planos perto da água, no South Bay, em áreas parecidas com os segmentos da Bay Trail, que recebem corredores e ciclistas ao longo da margem.

O que mais me chamou a atenção nesse dia foi a sensação de leveza. Na semana anterior, na corrida #32, eu tinha forçado bastante para acompanhar o ritmo de maratona do Bebeto e ainda acabei passando da distância de meia maratona, fechando 14,95 milhas em vez de 13,1. No dia seguinte àquela corrida, ainda encaixei com ele um pedal de 23 milhas com cerca de 1.363 metros de ganho de elevação, saindo da base de Portola Valley e subindo em direção ao Borel Hill, que fica por volta de 2.572 pés, ou cerca de 783 metros de altitude. Foi uma combinação pesada no papel, mas quando cheguei na corrida #33, em vez de sentir o corpo travado, senti as pernas soltas, o giro fluindo e aquela sensação boa de que o corpo estava respondendo bem.

Existe uma lógica interessante nisso. O ciclismo é frequentemente usado por corredores como cross‑training de baixo impacto, justamente porque ajuda a desenvolver capacidade aeróbica e resistência sem acrescentar a mesma pancada muscular de mais uma corrida dura, e esse equilíbrio pode favorecer a recuperação entre sessões mais exigentes. No meu caso, parece que a combinação de esforço forte na #32, pedal pesado no dia seguinte e alguns dias para o corpo absorver tudo funcionou muito bem. Quando chegou a hora de correr a #33, o ritmo saiu rápido para os meus padrões, mas sem sofrimento, sem dor e sem aquela sensação de estar brigando com a distância.

Ali, no plano do South Bay, com a Paula e a Laura pedalando ao meu lado, tudo pareceu se encaixar. Ter minha esposa e minha filha recém‑formada me acompanhando deu um impulso emocional enorme; cada quilômetro veio carregado de orgulho, gratidão e daquela alegria silenciosa de ver família e objetivos pessoais se encontrando no mesmo caminho. Infelizmente, meu filho não foi com a gente dessa vez, embora eu saiba que esse tipo de programa não seja muito a praia dele atualmente — mesmo que, quando era pequeno, ele tenha feito alguns triathlons com uma equipe da escola. Para o desafio 52@52, a corrida #33 vai ficar na memória como um daqueles dias em que uma semana pesada se transformou em leveza, e também como uma pequena esperança de que, quem sabe no futuro, a família inteira ainda se reúna para uma saída assim — fingers crossed.

One response to “Run #33 – Quilômetros fortes com apoio da família”

  1. talentedgarden0d8153f9c3 Avatar
    talentedgarden0d8153f9c3

    Maravilha! Nada como correr em família!

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